Blog do Henrique Fontes

Dedico esse espaço a relatos sobre minhas andanças cobrindo e produzindo concursos, outras paixões, como o futebol e o esporte em geral, ou quaisquer outros tópicos que me venham a cabeça. Espero que curta.

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26.6.06

Oitavas: Argentina 2-1 (1-1) México


Morei nos Estados Unidos por 11,5 anos, país cuja população é composta por cerca de 13% de hispânicos, ou 37 milhões de pessoas. Na sua maioria, mexicanos. São dois canais na televisão aberta, diversos na tv por assinatura. As novelas mexicanas são as mais populares e os programas esportivos dão destaque maior às equipes e jogadores mexicanos.

Hoje em dia o México seja talvez o mais rico entre os países pobres, perto de ser promovido à mais pobre entre os ricos. Este boom na economia mexicana possibilitou investimentos pesados na liga local de futebol, ao ponto das equipes serem capazes de manter "em casa" seus maiores jogadores, ao contrário do que acontece nos demais países latino-americanos, cujos melhores jogadores jogam na Europa, Oriente Médio ou Japão.~

O México já promoveu 2 Copas do Mundo, e nas últimas 3 (1994, 1998 e 2002), chegou às oitavas-de-final. Seu objetivo na Alemanha era superar esta marca e alcançar, pelo menos, as quartas-de-final (seu melhor resultado histórico, em 1970 e 1986, jogando em solo mexicano).

Tinham pela frente os arrogantes (e talentosos) argentinos. Lutaram, saíram na frente, mas logo depois de marcar tiveram o azar de tomar um gol acidental, gol contra de Borgetti, ironicamente um dos melhores do time mexicano.

Mesmo assim os mexicanos, jogando com garra e determinação, conseguiram segurar o 1-1 e foram para a prorrogação contra os todos-poderosos argentinos.

No final do tempo regulamentar minha garganta doia de tanto que gritei quando os hermanos, los de arriba, marcaram aquele primeiro gol. Apesar do empate, Argentina não conseguia chegar, e já estava acreditando que a minha dor na garganta não seria em vão, e que aquele jogo seria decidido nos pênaltis, com vitória, é claro, dos mexicanos.

Porém, eis que aos 8 minutos do primeiro tempo da prorrogação o argentino Maxi Rodríguez acertou uma bomba de fora da área que matou o goleiro mexicano! O goleiro, os cento e tantos milhões de mexicanos do México e os milhões de mexicanos dos EUA...

Soltei um "puta merda", seguido de "que golaço deste filho da puta!". A verdade é que o gol que mais parecia uma pintura, e o que é pior, serviu como anestésico. O México se entregou, jogou os 22 minutos restantes apático, entregue.

Comemoram jogadores argentinos, Maradonna e los hermanos de abajo... Los de arriba, uma vez mais voltarão para casa como uma das 16 melhores equipes do mundo. E só.

A Argentina tem pela frente agora a Alemanha. Só um louco arriscaria um prognóstico para esta partida, mas se jogarem como jogaram contra o México e não tiverem a sorte de um golaço salvador como o de Maxi Rodríguez contra o México, não terão chance contra os embalados donos da casa. Vai ser um jogaço!

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