Blog do Henrique Fontes

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22.2.07

O cruel assassinato da Paciência

Diferentes países possuem diferentes costumes. Se nós achamos a coisa mais normal do mundo comer carne bovina, boa parte dos indianos abomina este ato. Na Coréia, comer cachorro quente pode ser levado ao pé da letra e nas Filipinas fazem com que animais domésticos se alimentem de arroz, e com tempo suficiente para a fermentação do mesmo no estômago do animalzinho, o matam e servem a delicatésse.

Outro dia a Nat Geo passou um documentário muito interessante sobre o assunto, com cenas nada agradáveis. Por mais que tentemos manter a mente aberta para costumes e tradições de outros povos, tem coisas que são realmente intragáveis.

Em uma tribo ao norte do Benin, país paupérrimo localizado na África Ocidental, quando um jovem completa certa idade deve passar por uma espécie de "festa de 15 anos" macabra, na qual é circuncizado e um cachorro de estimação é sacrificado. Isso mesmo, o ancião da aldeia escolhe o animalzinho e este é vítima de um ritual brutal.

Para a reportagem da Nat Geo, escolheram a Paciência, uma cadelinha dócil, de 4 anos, adorada por todos no vilarejo. O cãozinho estava tranquilo, alheio ao que estava por acontecer. Seguia seus donos, como provavelmente o fez por muitos anos, fiel, companheiro. Então começam as festividades.

Primeiro degolam um galo e espirram o sangue do mesmo sobre um pedaço de pau, é uma espécie de benção.

Paciência presencia aquilo sem ter idéia do que a aguarda. Se o galo ao menos morre em questão de segundos, o mesmo não acontecerá com Paciência. Reza o ritual que o animal deve sofrer antes de morrer. Então ele é morto a pauladas. As câmeras mostraram o bichinho após o massacre. Mudei de canal, torcendo para que por equívoco, tenha cortado fora o pinto do "novo adulto" na hora da circuncizão.

O que viria depois era um banquete, com a carne da pobre Paciência.

Respeitar rituais, tradições, manias excêntricas é uma coisa, causar um dano desses à animais indefesos é um ato de covardia, traição, que beira a barbárie.

É incrível perceber que em plena era da Internet, da globalização, do acesso à informação, o primitivismo ainda reine em algumas regiões do planeta.

Será mesmo a ignorância é uma benção?

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