Blog do Henrique Fontes

Dedico esse espaço a relatos sobre minhas andanças cobrindo e produzindo concursos, outras paixões, como o futebol e o esporte em geral, ou quaisquer outros tópicos que me venham a cabeça. Espero que curta.

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20.2.07

Monique Evans - de Rainha da Bateria à Rainha do Trash

Li em algum lugar que Monique Evans foi a precursora das rainhas de bateria das escolas de samba, até hoje uma honra disputada a unhas e dentes por belas celebridades. Nos anos 80 lá estava ela, sempre a frente da bateria da Mocidade, praticamente nua, colocando fogo na Sapucaí.

Monique era também figurinha carimbada na revista PLAYBOY. Quando não estava na capa, era entrevistada. Suas respostas, por sinal, nunca tiveram muito conteúdo. E falando em conteúdo, me lembro de uma dessas entrevistas na PLAYBOY em que o jornalista perguntou o que chamava a atenção dela em um homem. A resposta foi bem direta: "O recheio da sunga. Quando começo a namorar já marco um banho de piscina pra saber se vai valer a pena". Naquela época ela namorava com o cantor "recheado" Leo Jayme.

Uma vez ela foi no programa da Hebe Camargo. O assunto era paranormalidade. Eu não me lembro de ter escutado tanta abobrinha em um programa só. Segundo Monique, um espírito habitava sua casa e já era praticamente um membro da família.

"Sabe Hebe, no começo eu e meu filho tínhamos medo, mas depois nos acustumamos. De repente livros começavam a voar na sala e outras coisas do tipo. Ele até lavava a louça em certas ocasiões". Eu não sabia o que era pior: o discurso patético da Monique, ou a cara da Hebe, absolutamente intrigada por aquele besteirol.

Monique também foi atriz. O filme se chamava "EU". Tracísio Meira fazia o papel de um pai que se relacionava sexualmente com a filha (Bia Seidl). O filme era terrível, e o papel da estreiante Monique era absolutamente sem pé nem cabeça (óbvio!). Sua personagem era Diana (não que eu me lembrasse, hoje encontramos tudo no google). Em um dado momento uma empregada ajudava Diana a se trocar. Ela ficava completamente pelada. Pronto, era isso.

A fascinante carreira de Monique continuou nos anos 90 com mais uma dezena de aparições na PLAYBOY (o que faltava ser mostrado??) e participações em programas de TV, como por exemplo, o Miss Brasil Mundo 1991, que foi transmitido pela Band. Enquanto um comportado Emílio Surita apresentava o concurso no palco, Monique fazia comentários sem nexo nos bastidores, ao lado da ex-Miss Brasil Universo Deise Nunes.

"Que linda essa coreografia, dá aquela vontade de pegar um guarda-chuvinha e dançar com elas, não é Deise?". A coitada da Deise até que tentava fazer com que a conversa fosse menos constrangedora, mas não tinha como.

O tempo passou, e Monique ganhou seu próprio programa na REDE TV, o "Noite Afora". Ela recebia seus convidados em uma cama de casal que fazia parte de um cenário pra lá de brega, e as perguntas eram do tipo: "Vem cá fulano, você goste de chupar, ou prefere que te chupem?". Depois de um tempo, ela pediu afastamento à direção da casa, alegando "convicções de caráter religioso". É, eu tinha esquecido: Monique em algum momento tornou-se evangélica. (acredite se puder)

Dizem que uma vez alguém perguntou a Monique Evans: Monique, com essa vida que você leva, como pode ser evangélica? A resposta foi "a la Monique": "Cara, Jesus é muito louco!"

Esta noite, quando assistia o terceiro desfile das escolas de samba do Rio (depois de um tempo todas começam a parecer iguais), resolvi dar uma passeada com o controle remoto, e eis que encontrei Monique, nos bastidores da Sapucaí, cheia de botox e consideravelmente acabada. Parece aquelas tias solteironas e totalmente malucas, que não aceitando a idade avançada, operam até a periquita.

Colocaram um maquiador com cabelos longos ao lado dela, que ficou esperando uma entrevista.

Maquiador: "Oiemmm Moniquemm...".

Nisso, a Monique pegou uma mulher que passava perto pelo braço e disse:

"Vem cá meu bem, quem é essa bicha??".

A moça respondeu: "Ele é poderosíssimo! Maquiador da Giselle Bunchen!".

"Tá, mas e daí? A Giselle tá aqui?"

"Não."

"Então pra que eu vou querer entrevistar essa bicha??".

E saiu caminhando em direção ao banheiro. A

o chegar na porta começou a gritar: "Geeeeeenteeee!!! Que cheiro delicioso!!! Que banheiro cheiroso!!!", e entrou. Enquanto seguia destacando o delicioso odor do sanitário, batia nas cabines perguntando se tinha gente.

"Tem gente sim!", respondeu uma.

"Mas você tá fazendo xixi, né? Porque nesse banheiro chiquérrimo não tem nem como alguém fazer cocô!!".

Confesso que dei boas risadas, talvez pelo surreal que pareceu ser aquilo tudo. Monique Evans não morreu. E para amanhã foi anunciado um programa conduzido por ela diretamente do Gala Gay do Rio de Janeiro (na Rede TV, é claro). Imperdível.

Até dá para entender que o Brasil produza um sem fim de celebridades instantâneas, aquelas que aparecem e somem sem nem notarmos. O que não dá para entender é uma Monique Evans durar tanto tempo na mídia. Antes pelo menos ela era uma das mulheres mais desejadas deste país: morena, com um dos primeiros corpos completamente plastificados do país e nada na cabeça - de fato irresistível para muitos marmanjos. O tempo passou, tudo nela parece ter despencado, mas ela está ai, firme e forte. Praticamente se tornou um deboche ambulante.

Bom, se Dercy Gonçalves já vai fazer 100 anos este ano, e vive de falar besteira, tenham certeza: Monique Evans ainda vai dar muito (o que falar).

Quem quiser se divertir, é só sintonizar na Rede TV na noite de terça-feira. É tão trash que chega a ser cômico.

1 Comments:

Anonymous Tom said...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Caraca... valeu, cara, por ter me feito rir, hoje... hehehehe
Essa mulher é uma coisa incrível, mesmo...
Abraço!

6:01 PM  

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